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"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos
que nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos"

 

Fernando Pessoa

Homem primata, capitalismo selvagem

Enviado por roberta goldfarb em 11/04/2010 às 03:52 PM

Algumas descobertas, curiosidades e afirmações que tivemos sobre a Índia e que achamos muito interessante saber! Algumas outras conclusões tiradas por nós que conhecemos uma Índia mais pobre, não necessariamente é assim em todo o país.

A questão das vacas: elas estão na cidade, vagando e, não são de ninguém porque um dia elas foram de um fazendeiro, mas quando pararam de dar leite não serviam mais e eles as deixaram ir. Uma crueldade, falta de amor, chame como quiser. Aí você começa a olhar as vaquinhas gordinhas nos “quintais” das casas na beira da rua, presas à árvores e

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Um Kumbh Mela por dia

Enviado por roberta goldfarb em 10/04/2010 às 09:20 PM

Varanasi era para ser nosso último destino na Índia. Acabamos tendo mais tempo do que imaginávamos antes de ir ao Nepal. Então melhoramos os planos.

Primeiro devo dizer que vim tão preparada para ver Varanasi que, mesmo sendo tudo o que vimos mas mais punk, mais pobre, mais simples, mais religioso, encarei bem, até devo dizer que gostei.

Mas cinco dias seria muito. Então resolvemos fazer um mini circuito budista, indo à Sarnath, onde Buddha fez seu primeiro sermão após atingir a iluminação e depois à Budh Gaya, onde Buddha atingiu a iluminação.

O famoso de Varanasi são os ghats.

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Viver a cidade

Enviado por roberta goldfarb em 10/04/2010 às 09:05 PM

Depois de um tempo de convivência, as pessoas acabam tornando-se amigas. Narender já em Mossoorie, nos convidou para jantar no Guest House onde estava hospedado. Organizou tudo com o cozinheiro do “hotel”, encomendou a comida, comprou as cervejas.

Ao chegarmos em Delhi, reforçou o convite para jantarmos na sua casa. Dois dias livres em Delhi e o convite para jantar na casa de um “amigo”, nos fez viver mais a cidade. Andar a pé livremente, conhecer as ruas, pegar o metrô, jantar em restaurante, na casa de amigo.

Pegamos o metrô e encontramos com o Narender e Gauri, sua filha

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Live to learn and you learn to live

Enviado por roberta goldfarb em 06/04/2010 às 11:49 AM

Além da mudança de roteiro quando queremos, há também a necessidade de mudar de roteiro quando não queremos.

Logo em seguida de fazermos a nossa vontade indo ao Kumbh Mela, fizemos a vontade do acaso vindo a Mussoorie e não ao programado ashram.

Ao sair do festival fomos direto a Rishikesh, estávamos com tudo programado para ficar cinco dias em um ashram. Como somos iniciantes no assunto, tudo o que tínhamos era uma dica ou outra de um amigos e algumas opções que gostaríamos de conhecer e escolher um para ficar.

Surpresa! Todos lotados. Será por causa do Kumbh Mela?

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Kumbh Mela

Enviado por roberta goldfarb em 06/04/2010 às 11:37 AM

O que torna uma viagem como esta instigante é a possibilidade que temos de mudar o roteiro quando quisermos e, mais ainda, quando encontramos pessoas no caminho que nos acrescentam informações e nos fazem querer mudar.

Assim foi desde que decidimos ir à Índia e viajar pelo “Rajastão”. Um amigo nos comentou que Amritsar era imperdível! Outro nos disse que Udaipur não era tudo isso. E um casal que conhecemos nos falou sobre um festival que a gente não podia perder!

Na Nova Zelândia conhecemos um casal, ela brasileira, ele belga. Até então só havíamos encontrado pessoas que diziam estar

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Troca da guarda

Enviado por Guto em 06/04/2010 às 11:07 AM

Após 40 minutos de carro, partindo-se de Amritsar, pudemos conferir a famosa cerimônia de encerramento das atividades no posto de controle na divisa da índia com o Paquistão. Países que desde 1947, quando conquistaram sua independência, continuam tendo relações restritas em disputas pela região da Caxemira.

Pensávamos ser algo simples, rápido e com poucas pessoas, já que o “evento” ocorre diariamente. Pensávamos! Aliás, é isso que faz a diferença, isso que me faz gostar da Índia, ela te surpreende o tempo inteiro. Abstraindo-se o que é certo ou errado, essas infortunas (ou fortunas) surpresas me trazem um alívio, afinal há

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Índia - parte 2

Enviado por roberta goldfarb em 02/04/2010 às 12:48 PM

Numa Índia cheia de tradições como o sistemas de castas, adoração à ídolos e riuais, ao chegar em Amritsar encontramos uma índia um pouco diferente: homens com turbantes, cabelos longos, espadim e pulseira prateada são três do cinco símbolos que definem um ”Sique”. Os outros dois símbolos tradicionais, roupa de baixo e pente, não conferimos.

O siquismo é uma fé reformista, prega um mundo igualitário e com um único, Deus, que vai contra tudo o que vimos até agora sobre fé na Índia. Forte grupo religioso, estima-se que hoje existam mais de 25 milhões de siques no mundo, sendo que

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Fórmula Mágica

Enviado por roberta goldfarb em 26/03/2010 às 09:25 PM

Um megalomaníaco + muitos e muitos kgs de ouro + 20 mil operários + mármore marchetado + entalhes + caligrafia incrustrada + tulipas, lírios, narcisos em cornalina, lápis-lazúli, turquesa e malaquita = a imagem islâmica do que seria o paraíso!

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Um tigre, dois tigres... sem tigres

Enviado por roberta goldfarb em 26/03/2010 às 08:50 PM

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Como uma prévia dos safaris que faremos na África, resolvemos parar em Ranthambhore onde há um parque nacional, para conferir o safári. Afinal de contas, como seria um safári na Índia?

O texto curto é simplesmente informativo para dizer que definitivamente não vale a pena. O sistema é extremamente amador. Acordamos bem cedo, havia duas opções de fazer o Safári: de ônibus (um ônibus aberto, que cabe 20 pessoas) e jipe. Estávamos esperando uma desistência para poder ir no jipe, mas não aconteceu, o que sinceramente foi ótimo tanto pelo resultado do safári (assim não gastamos dinheiro à toa pois

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Índia Ville

Enviado por roberta goldfarb em 25/03/2010 às 07:07 PM

Eu nunca fui de jogar The Sims, Farm Ville ou coisas do gênero, mas pela primeira vez resolvi jogar, no meu imaginário, “Índia Ville”.

A primeira coisa que fiz foi entrar em contato com o Embaixador do Brasil na Índia. Ele me atendeu e, com muita gentileza, escutou o que eu tinha a lhe dizer.

Me colocou em contato com o 1º Ministro e conversando com ele, expus minhas intenções e consegui um empréstimo do governo para arrendar um lote de terra no estado de Punjab. Em seguida, ele me deu o contato de algumas pessoas que poderiam me ajudar.

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